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A função social deste jornal é analisar criticamente fatos nacionais e internacionais por uma ótica marxista-leninista.
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quinta-feira, janeiro 30, 2014
Análise superestrutural dos chamados rolezinhos
Operário Sindicalizado

Já dizia Guy Debord em nosso fundamental trabalho popular A Sociedade do espetáculo:

Neste movimento essencial do espetáculo - que consiste em ingerir tudo o que existe na atividade humana em estado fluido para depois vomitá-lo em estado coagulado, para que as coisas assumam seu valor exclusivamente pela formulação em negativo do valor vivido - nós reconhecemos nossa velha inimiga que embora pareça trivial à primeira vista é intensamente complexa e cheia de sutilezas metafísicas, a mercadoria.

Em apenas uma tacada, Guy Debord ataca todos os rípsteres que assumem valores exclusivamente pela formulação em negativo do valor vivido e o chamado fenômeno dos "rolezinhos", criado por uma mediatização neoliberal burgofascista do fenômeno social. A ironia (a formulação do negativo da vida vomitado de forma coagulada) não se trata senão de uma arma do capital de dominação do proletário, tal como a própria diversão em si, como magistralmente explicado pela consciência popular via Adorno e Horkheimer:

Divertir-se significa estar de acordo. A diversão é possível apenas enquanto se isola e se afasta a totalidade do processo social, enquanto se renuncia absurdamente desde o início à pretensão inelutável de toda obra, mesmo da mais insignificante: a de, em sua limitação, refletir o todo.

Dado tal levantamento bibliográfico, chegamos à conclusão marxista-leninista correta rapidamente de que os rolezinhos não são nada mais, nada menos, que estratégias de ofuscação, jogos de espelho usados pelo grande capital especulativo para desviar o proletariado de seu verdadeiro rumo, a saber a revolução socialista.

Quando jovens da chamada "periferia" invadem centros de venda urbanos, podemos ver que não se tratam da massa alienada do produto de seu trabalho, mas meros membros do lumpenproletariado reacionácio, buscando prazeres na fetichização da mercadoria, na apropriação de roupas de marca e na dança e no canto de canções do ritmo funk, que em nada se assemelham à verdadeira música do cancioneiro popular brasileiro, como Construção, de Chico Buarque.

Trata-se de gente pobre, feia, incapaz de qualquer pensamento racional, que se venderia por quaisquer migalhas jogadas pelos porcos.

Nos idos de 2006, já faláramos aqui da necessidade de eliminação do lumpenproletariado reacionário neste jornal. A emergência dos "rolezinhos" enquanto fenômeno social e mediático só reforça tal necessidade:

[E]ngatei a marcha ré no carro, recuei um pouco e acelerei com toda velocidade à frente, passando por cima do tal lumpenproletário. Saí do carro, peguei um graveto no chão e espetei-o duas vezes para me certificar de que ele não mais viveria. De fato, estava morto!

Pois que, se os membros dos chamados "rolezinhos" não são mais que lumpenproletários, cabe ao povo, por vezes chamado Estado, reprimi-los e finalmente eliminá-los de sua existência, para que eles não barrem a revolução socialista que tomará o Estado.

Cabe lembrar que o espetáculo engendrado pela burguesia midiática é tão absurdo que tais encontros da juventude ignara dos morros anti-Revolução ganhou um nome diminutivo, como artifício publicitário, substituindo o nome correto dos chamados "rolês" por meros "rolezinhos", um rótulo, uma marca, um golpe do capital na consciência revolucionária.

Eventualmente podemos esperar que os rolezinhos sejam re-batizados rolesinhos, tal qual Joãosinho Trinta trocou seu nome por motivos numerológicos: para retirar do Povo a consciência da necessidade de eliminar essa camada pútrida da sociedade, tal qual nos avisava Karl Marx:

O lumpenproletariado, esta putrefação passiva das camadas mais baixas da velha sociedade (...), por toda a sua situação de vida estará mais disposto a deixar-se comprar para maquinações reacionárias.
Contribuição para a causa às 22:30
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quarta-feira, fevereiro 20, 2013
Redes sociais ou redes capitais? Alienação e contradições da tecnologia burguesa no mundo pré-revolução
Manifestante Anti-E.E.U.U.


O alarde na mídia golpista sobre a suposta dissidente cubana Yoani Sánchez (na verdade, agente dos irmãos Castro e da CIA), atualmente em visita ao Brasil e a outros centros do capitalismo selvagem, expõe uma das chagas nas veias abertas da luta de classes e da Revolução universal: a consolidação das "redes sociais" como instrumentos de alienação das massas!

Na verdade tais redes, que servem unicamente ao propósito das grandes corporações e ao projeto totalitário liberal, nada têm de social: são REDES CAPITAIS, que obedecem à lógica do neoliberalismo desenfreado, da desigualdade social, da depredação ambiental e da exploração do homem pela máquina!

As redes capitais exercem dois grandes efeitos sobre os alienados, afastando-os da consciência de classe e da mobilização revolucionária. O primeiro é a descontextualização: os usuários das redes capitais são levados a crer que existem como indivíduos, esquecendo sua condição de partes indissociáveis e indistintas do Povo. Acreditam que "possuem" uma rede limitada de amizades, quando seu único amigo verdadeiro é o Povo em sua totalidade. Tornam-se seguidores de personalidades do Twitter cujas agendas ocultas são nefastas. Ora, o revolucionário não segue ninguém, a não ser o Partido!

O segundo efeito sobre os usuários das redes capitais é a necessidade de emitir opiniões. Essa necessidade patológica, sub-repticiamente incutida em seus cérebros pelo aparato neocon de dominação social, é fruto de pesquisas avançadas de controle das massas realizadas por centros de neurociências israelenses, cujo primeiro sucesso tornou-se a mãe das técnicas de alienação na teia (web, na língua do opressor): o ICQ. Agentes do imperialismo infiltrados nas redes capitais sutilmente direcionam as opiniões supostamente individuais dos usuários, através de curtidas e outros artifícios, incentivando perigosas idéias reacionárias em milhões de pessoas através de um ardiloso processo de lavagem cerebral coletiva. Outros agentes, como os reacionários Yoani Sanchez, Leonardo Sakamoto e Luís Nassif, despejam suas mentiras aos borbotões nas redes capitais, contaminando o debate com valores burgo-fasci-libertários explícitos ou ocultos nas entrelinhas.

Devemos recrudescer a resistência à alienação provocada pelas redes capitais, utilizando seu alcance para divulgar a causa popular! O revolucionário deve utilizar esses meios para divulgar conteúdo aprovado pelo Partido, compartilhando e twittando as denúncias veiculadas pelo Opinião Popular, único avatar do Povo neste universo virtual criado e mantido por Washington!

Contudo, lembramos que os camaradas devem se abster de entrar em discussões com chacais da burguesia, uma vez que o Partido não dispõe de estrutura para fornecer respostas em tempo real. Tais discussões não passam de armadilhas, pois o intuito do debatedor burguês, treinado nas mais terríveis técnicas de dissuasão desenvolvidas pelos serviços secretos capitalistas, é tentar o camarada a emitir opiniões sem a aprovação do Partido, afastando-o do correto caminho revolucionário. Caso o embate seja inescapável, apenas conteúdo existente no sítio do Opinião Popular deve ser publicado.

Lembramos também que a utilização das redes capitais é um ato político, visando a conscientização do proletariado e consequente Revolução. Após a Revolução nenhuma destas ferramentas será mantida. Como todos serão unos com o Partido, formando a única e verdadeira REDE SOCIAL, não haverá necessidade de qualquer tipo de comunicação verbal ou escrita entre as pessoas, mas apenas comunicação unilateral do Partido para elas.

AVANTE, SOCIALISMO! NO PASARÁN!
Contribuição para a causa às 21:44
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terça-feira, fevereiro 19, 2013
10 perguntas que Havana não quer responder sobre Yoani Sanchez
Manifestante Anti-E.E.U.U.

Camaradas, salve a Revolução!

A visita ao Brasil da iníqua propagandista pró-EEUU, Yoani Sanchez, levanta uma série de questões que nunca serão devidamente respondidas pelo principal ator desta conspiração burguesa contra o Povo: o governo castrista de Cuba.

Propagandeado como exemplo do verdadeiro socialismo, tal governo, composto por fantoches da burguesia internacional, nada mais faz do que criar e propagar uma imagem patética do socialismo. O objetivo dessa pantomima é ridicularizar a Revolução, em um esforço desesperado para deter o inevitável naufrágio do capitalismo neoliberal.

O sítio Pragmatismo Político, obviamente de direita e alinhado às estratégias de pichação do socialismo real, não tardou a formular perguntas a Yoani. Tais perguntas não apenas sugerem a superioridade das potências ocidentais nas ações de Contra-Revolução, mas também que Cuba é um país miserável por supostamente ser socialista (a principal teoria mentirosa é que o embargo imposto pelas multinacionais ianques traria pobreza a um país verdadeiramente socialista ).

A burguesia fede, e nós desmascaramos suas perfídias!

Abaixo, algumas perguntas que os verdadeiros revolucionários querem ver respondidas pelos farsantes de Havana:

1.Como pôde ser permitida a ida de Yoani à Suíça em 2002 para casar com um alemão? Todo suposto indivíduo pertence ao Povo e deve manter-se uno com ele, sob tutela do Estado, que é a manifestação política do Povo. Um regime verdadeiramente socialista nunca permitiria tal emigração, ainda mais tendo uma instituição burguesa (casamento) por justificativa. Como todos pertencem coletivamente a todos, conforme publicado neste sítio anteriormente, tal liberalidade é contra-revolucionária e inadmissível.

2. Quem permitiu que ela retornasse impune a Cuba em 2004? Como um traidor, maculado pelo germe burguês, poderia ser reaceito vivo no seio de uma pátria verdadeiramente socialista?

3. Quem permitiu sua saída novamente em 2013? Dispensa mais comentários.

4. Como explicar que Yoani criou e manteve um registro da teia (blog, na língua do opressor) subversivo por tanto tempo sem sofrer ação contumaz e legítima das forças de segurança populares?

5. Onde se encontram os 250 mil euros conseguidos por Yoani graças a premiações internacionais, uma vez que não foram apropriados pelo Estado? O governo cubano incentiva a propriedade privada?

6. O que ela faz para se conectar à Internet? O governo cubano permite livre acesso da população a tal ferramenta criada e monitorada pela CIA?

7. Como é possível que uma centena de seus mais de 400 mil seguidores no Twitter resida em Cuba? Além de acesso a internet, cubanos agora se rendem ao consumismo de informações?

8. Yoani afirma “Twitto por sms sem acesso à web”. Como pode publicar idéias subversivas por meio de um bem público, as redes de telefonia, sem anuência de alguém no governo?

9. Em 2011, Yoani publicou 400 mensagens por mês. O preço de uma mensagem de sms em Cuba é de 1,25 dólares. Por que as mensagens não são gratuitas, já que telefonia é um bem do Povo, para o Povo?

10. Quais interesses se escondem por trás desse governo?

Avante camaradas, contra a farsa neoliberal! Fora Obama! Fora Castro!
Contribuição para a causa às 22:22
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sábado, novembro 10, 2012
A nova direita brasileira engorda suas fileiras anti-democráticas
Não é senão resultado do fato óbvio e inelutável de que as nossas classes médias-altas lutam senão por seus próprios interesses que o prefeito eleito da suposta "verdadeira" esquerda vá fazer apoio com a extrema-direita Washington-consensualista.

Nós, do Jornal Opinião Popular, sempre zelando por nossa isenção jornalística em relação à verdade burguesa vimos por meio desta missiva, portanto, comunicar nosso recatalogamento do partido político "PSOL" no espectro nacional. Pensamos estar a lidar com representantes menos radicais das forças reacionárias; estávamos errados.

Outrora parte meramente da direita neoliberal reacionária, o PSOL mostra suas cores na eleição municipal de 2012. O PSOL, tal qual o Super-Homem, abre seu sobretudo para revelar sua verdadeira identidade. No caso do Homem de Aço, tratava-se de um alienígena detentor de poderes sobre-humanos e manipulado para a defesa da sociedade inerentemente fascista de que fazia parte.

No caso do PSOL, porém, o que se revela ao despojar-se de suas falsas cores não é um alienígena: é não mais que um grupo humano, demasiado humano, que, fazendo-se de esquerda, revela-se da direita mais torpe.

Não só o PSOL deseja o apoio de Sarney mas busca apoio também do capital mais especulativo dentre os capitais especulativos: bancos e empreiteiras. Jamais especulou-se tanto com o capital.

Dados todos esses fatos, admitimos nosso erro ao enquadrar o PSOL entre a direita moderada. Fomos ludibriados pelas aparências.

O PSOL, em verdade, verdadeiro às suas origens médio-burguesas, é dos mais extremos representantes da direita voraz que mantém o sistema exploratório de produção no Brasil desde o descobrimento.

O PSOL é extrema-direita.
Contribuição para a causa às 18:25
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sábado, setembro 22, 2012
Brasil, essa imensa Gotham City
Ex-universitário Socialmente Consciente

É do conhecimento até do mundo mineral que o jornal Opinião Popular é a única luz no mar de lama dos meios (escusos) de comunicação existentes na face da Terra. Como todos sabemos, ler os grandes jornais equivale a assistir a um time de futebol profissional com muitos jogadores sensacionais, meia banda de pereba, uma comissão técnica pau mandada e um presidente que negocia qualquer resultado pra ganhar ainda mais grana e poder. Sabemos, também, que as cidades estão um caos.

Diante desse quadro alarmante, sabemos que as grandes empreiteiras mandam e desmandam neste país de bananas e tentam sordidamente que acreditemos que está tudo às mil maravilhas, como se o Brasil fosse suas casas: imensos e imponentes espigões em condomínios fechados cercados de seguranças, luxo, riqueza, sexo e poder.

Enquanto isso, o país arde e pega fogo, e as nossas despóticas administrações socialmente inconscientes fecham os seus belos olhos azuis para tudo e para todos, com a anuência servil e perdulária de todos os meios de comunicação, à exceção do ínclito Opinião Popular. O resultado de todo esse cenário deplorável (que me enoja), todos sabemos, é a alienação da classe média.

Claro, ao invés de vociferarem e marcharem contra os tubarões do poder, suando sangue quente através de nossos guerreiros e mágicos “Ocupe A”, “Ocupe B”, etc, a nossa classe média prefere a nefasta política do pão e circo, numa autofagia que me faz lembrar a Roma Antiga dos tempos dos imperadores romanos. Sabemos que a classe média foi a desgraça da Roma de outrora, e que também é a desgraça do Brasil de hoje (ou seria Brazil?).

Vendida e submissa, a classe média, da qual faço parte com muito orgulho e amor, não quer saber de botar a mão na massa e sempre prefere distrações e supérfluos, como assistir a programas pão e circo em suas imponentes televisões Full HD, assistir a filmes comerciais americanos como o do Batman, ir à praia tomar sol e água de coco, utilizar a internet, andar de carro e ler os jornais, com suas notícias sempre barganhadas nas escrivaninhas sórdidas dos donos do poder (o resto são notícias de shows e variedades inúteis).

A nossa odiosa classe média também sempre costuma residir com empáfia e soberba no alto de seus espigões (construídos por quem? pelas empreiteiras!) e assistem costumeiramente a apresentações do conglomerado Cirque du Soleil (exemplo clássico do circo da Roma antiga transplantado aos dias atuais, e que nos encanta!). Mas o que mais afronta a dura e sofrida realidade do nosso Brasil varonil é que a classe média vive sempre e constantemente viajando para a Europa, sob qualquer qualquer pretexto ou desculpa.

Obviamente, fico permanentemente indignado e sobrepujado com o homo alienadus que temos hoje no Brasil. Depois de esmurrar todas as facas possíveis, quem quer fazer diferente não tem espaço. Por isso mesmo, resolvi pegar o avião para desopilar no velho continente europeu, e não fazer nada nas belas paisagens da Île-de-France, a fim de me desintoxicar de todo esse sistema coronelista que perpassa a nossa sociedade-máquina do século XXI.

Aqui, na Cidade luz (Paris, para os que não sabem), posso refletir melhor sobre o quão enojante está a nossa neosociedade tupiniquim e posso escrever muitas cartas para descascar as autoridades nas redes sociais. Aqui, da minha janela onde vejo o Arc de Triomphe de l'Étoile, presto homenagem aos guerreiros companheiros do Opinião Popular, lembrando que foi em Paris que Marx se tornou socialista.

Para refletir sobre a problemática da vida e se encher de cultura, nada melhor do que Paris e todos os seus museus. Por isso mesmo, resolvi assistir ao novo filme do Batman. Durante a sessão, lembrei do ex-presidente Lula, o supremo monarca da nouveau droite brésilien (o príncipe é o coroné Eduardo Campos, do feudo pernambucano - não por acaso, não à toa, e não sem razão, os dois são da mesma gleba).

Pois bem, assim como o lulo-petista Lula disse em 2010 que "a Dilma... me lembra muito o Mandela" (comparações como essa e desse tipo são despropositadas - não concordo), eu acho que as nossas invivíveis cidades cheias de chaminés de fábricas são como a Gotham City das telas da sétima arte, e que nós também temos o nosso Batman! Esse Batman só pode ser uma pessoa: O nosso Marcelo Freixo, única gente boa que merece ser acompanhada nas redes sociais.

Mesmo não conhecendo suas propostas e ideias, o Marcelo Freixo... me lembra muito o Batman, que vai nos salvar de nossas Gothams e abrir os véus coronelescos e neo-oligarcas de nossas cities caóticas aos raios verdejantes da justiça, da felicidade e do amor.


Vejam, senhores, como é o destino: Logo após sair do cinema, pedalando pelos bulevares, ciclovias e ciclofaixas parisienses, me deparei com ninguém mais, ninguém menos que justamente ele: o meu herói-morcego tropical, que estava em Paris, pois se viu forçosamente obrigado a viajar para a Europa por causa das ameaças de morte que recebeu dos coringas, duas-caras, pinguins, mulheres-gato, espantalhos e charadas da vida real (que todos nós conhecemos quem são!). Como eu decidi que ele é o meu Batman, fui até ele e iniciei o diálogo:

- Freixo, nós precisamos de heróis socialmente conscientes como você.

Ao passo que ele me respondeu, com seriedade:

- Ex-universitário, nós precisamos de ex-universitários socialmente conscientes como você.

Após falar isso, o meu justiceiro deu um tapinha nas minhas costas e teve que ir embora continuar suas compras, mas foi uma troca de ideias socialmente conscientes muito produtiva, que tacou fogo e gasolina na minha socialmente consciente cabeça. Isso me fez ter mais certeza de que o Brasil, o país-empreiteira, é de fato uma imensa Gotham City. Entre morcegos, tubarões, cobras, raposas, galinhas e ratos soltos por aí, só podemos ter um conclusão possível: Somos um país de idiotas!!! Acorda Brasil!!!
Contribuição para a causa às 13:17
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terça-feira, setembro 04, 2012
Explicação marxista-operária para o alto preço de veículos auto-motores no Brasil
Operário Sindicalizado

A elite burgoneofascista que infecta o solo em que pisa o proletário brasileiro acaba de descobrir que seu reacionarismo os levou a pagar "preços" exorbitantes por veículos automóveis no Brasil.

A mídia burguesa, percebendo a crise iminente, o sangue que jorra sem estancar do moribundo sistema capitalista, tenta apaziguar os ânimos, reportando supostos problemas na produção de carros nacional - a saber, que o lucro das montadoras chega a ser três vezes maior do que no bastião do neoliberalismo mundial, os Estados Unidos da América.

Os lucros que estufam os bolsos dos especuladores no Brasil, inclusive, são duas vezes maiores que a média mundial, como mostra o gráfico que coletivizamos do sítio fascista O Globo:


A revolta da elite, que percebe o individualismo burguês voltar-se contra seus interesses

Ora, não se iludam, reacionários!

O sistema de produção nacional é falido! Não há ataduras que cicatrizem as feridas da produção intensiva do capital.

Dos lucros exorbitantes (não há lucros que não o sejam) observados em território nacional podemos concluir, sem medo de errar, que o Brasil é três vezes mais capitalista que os Estados Unidos.

Ora, o que são os lucros?

Nada além da mais-valia extraída dos trabalhadores.

Eu, Operário Sindicalizado, trabalhador do ABC paulista, sei bem disso, porque sou vítima da Lei de Ferro dos Salários, que preconiza corretamente que, sob o capitalismo, os rendimentos do Proletariado não deixarão o nível da subsistência. O arrocho salarial que sofremos em nossas funções, em que temos média salarial de R$6.1 mil reais mais benefícios nas montadoras, não deixa restar o bastante senão para comer macarrão com salsicha na hora do almoço.

Isso prova que os "empresários" brasileiros são três vezes mais gananciosos que os empresários estadunidenses e duas vezes mais gananciosos que os empresários do resto do mundo, em média.

Isso ocorre no setor automotivo. Nos demais setores de nossa economia igualmente insustentável, nossos empresários apresentam uma taxa normal de ganância.

O que isso indica?

Indica, nada mais, nada menos, que estamos nos estágios finais do desenvolvimento das forças produtivas no setor de automóveis neste país.

Com o desenvolvimento dessas forças produtivas e a ganância cada vez mais despudorada da burguesia, a mais-valia extraída dos trabalhadores tenderá a crescer sem rédeas. Nesse momento, os trabalhadores tomarão os meios de produção e instalarão a ditadura do proletariado. Com o fim da dicotomia entre estado e proletariado no setor automotivo, o comunismo será instalado e, como profetizou Marx, haverá uma era de abundância.

Teremos então carros se, quando, como, onde e por que quisérmos, dadas as opções aprovadas em comitê e votadas em assembleia geral unificada.

O carro-comunismo brasileiro é iminente.

Infelizmente a ganância nas outras áreas da economia ainda terá que aumentar para podermos ter esse milagre ocorrendo em toda nossa sociedade.

À REVOLUÇÃO!
Contribuição para a causa às 14:41
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Sobre a coletividade dos transportes coletivos
Correspondente Ateu

Após longo período estudando português e praticando durante reuniões do sindicato de jornalistas, finalmente me sinto capacitado em retornar às funções revolucionárias deste jornal que defende os interesses verdadeiros do povo. Começo por um tema que observei enquanto esperava horas para me locomover pelos centros urbanos das grandes metrópoles nacionais: a farsa dos transportes coletivos.

No Brasil meios de transporte como trem, metrô e ônibus são chamados de coletivos, mas é claro que não há nada de coletivo nesses meios. São todos propriedades privadas de grandes centros dominados por multinacionais estrangeiras que os utilizam para enfatizar o pensamento massificado da industrialização. Quando o povo faz uso desse meio, é obrigado a pagar pela entrada, que já mostra que o capital força as pessoas a usarem esses veículos apenas pelo lucro pérfido. Além disso, para doutrinar as pessoas na competitividade sangrenta do mundo capitalista, vários assentos são distribuídos ao longo dos veículos de forma preconceituosa. A verdadeira intenção é fazer que o povo fique desunido e busque sempre um lugar mais confortável, o que previne que ideais revolucionários apareçam durante o percurso pré-determinado pelos interesses estadunidenses e da Igreja.

Para que o transporte coletivo fosse realmente coletivo, é necessário mudanças em sua estrutura social e física:
- Todo meio coletivo deve possuir apenas uma passagem que se comunica com o exterior embaixo do veículo e ficará conhecida como fronteira, assim ninguém será forçado a escolher um lugar melhor que outro, pois todos os lugares estarão em condições iguais com a ausência de janelas. Elas existem para que a sociedade presente no interior do veículo observe a sociedade de consumo exterior e assim não tenha tempo de formular pensamentos revolucionários.

- Todo meio coletivo é por definição coletivista. Assim tudo que entrar nele deverá se tornar coletivo, pois vem do povo para o povo. Qualquer objeto passará para administração do meio coletivo que é composta por todos os membros dessa sociedade presente no veículo. Na ocasião de saída do veículo, os objetos não serão retornados, pois isso se constituiria em privatização dos bens coletivos.

- Todos os presentes membros dessa sociedade terão a função de direção que só funcionará caso todos votem a favor em comitê. O percurso de todos os veículos também deve ser escolhido da mesma forma e todos deverão descer e subir no mesmo lugar que for escolhido por votação e só poderão descer por meio de petição aprovada pelos demais membros da comissão de direção.

- Os membros que farão parte dessa sociedade deverão possuir mesmo gênero, idade e cor, evitando que exista qualquer tipo de separação ou preconceito. Nenhum tipo de religião é permitida, pois a religião é o ópio do povo e precisaria ser coletivizada como um bem caso entrasse pela fronteira. Será dever do Estado fornecer esses veículos, um para cada público atendido.
Essas ações ajudam a diminuir as consequências do doutrinamento político-ideológico da sociedade de mercado durante a utilização desses meios de transportes.
Contribuição para a causa às 14:40
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sexta-feira, agosto 31, 2012
Não pode haver exceções à extinção da propriedade privada!
Servidor Público Federal

Amig@s ativist@s,

É com transtorno e insatisfação que vejo a burguesia protestar por direitos das mulheres e direitos dos homoafetivos. Até pessoas que, para piorar a situação, se consideram de """esquerda""" (embora el@s provavelmente recusem as aspas). Defender a união entre pessoas homoafetivas é defender que também os casais (essa instituição pérfida) homoafetivos sumam nos veios do sistema capitalista, perdendo, portanto, alguns dos motivos de revolta que teriam de outra forma.

É preciso, como propunha Carlos Marques, acabar com a propriedade privada também dos indivíduos e de "seus" corpos. Numa relação de matrimônio, o marido e a mulher dividem a propriedade um do outro. A existência desse tipo de relação pode acender a chama do capitalismo novamente em uma sociedade completamente estatal e popular, gerando, como conseqüência, desigualdade de renda e guerras nucleares.

É necessário, portanto, tornar o corpo humano um bem público. Que direito tem uma mulher de recusar-se a deitar com um homem necessitado? E qual o direito de um homem de recusar-se a deitar com outro homem?

Idealmente, entretanto, a idéia do sexo a dois deve ser destruída. Toda a prática sexual será feita, na comunidade socialista verdadeira, através de orgias devidamente planejadas e organizadas em assembléia pública, de livre acesso compulsório a toda a população. Qualquer caso de impotência masculina deve ser contornado através do coito anal ou oral. Havendo resistência à solução, o cidadão será obrigado a tomar pílulas para forçar a ereção, ou, caso algum tipo de resistência continue mesmo após essa piedosa proposta, o cidadão deverá ser sumariamente executado por impedimento do prazer público.

É essa forma de administração coletiva dos corpos humanos (e animais) que deve ser defendida pelos militantes do Partido Mais Comunista.


Intercurso sexual praticado de forma verdadeiramente democrática, justa e ecossocialista por elefantes.


Última reunião do Partido terminou, após assembléia, em comemoração democrática e efusiva
Contribuição para a causa às 18:18
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segunda-feira, agosto 27, 2012
Ainda a respeito do trabalho investigativo de Caros Amigos e do novo 1964
Manifestante Anti-E.E.U.U.

Prezados camaradas na luta contra o capitalismo,

Ao longo da semana transcorrida desde a publicação do texto original, referente às denúncias ao golpismo reacionário veiculadas na revista Caros Amigos, nossa redação popular revolucionária recebeu diversas manifestações oriundas das bases do Partido.

Reproduzimos abaixo (em itálico e vermelho, em homenagem a Gramsci!) um dos correios eletrônicos recebidos, que reflete a apreensão de muitos correligionários a respeito da reportagem investigativa:
"Estimados camaradas do Opinião Popular, saudações revolucionárias! Viva a voz do Povo!

Após indicação do Partido, li com fúria proletária a reportagem publicada no veículo burguês de alienação das massas chamado Caros Amigos. Nós, que atingimos a consciência de classe, há muito sabemos que a direita avança a passos largos em seus planos de implantar o totalitarismo em terras brasileiras, sempre acobertada pela dinastia neoliberal petista! Urge tornar públicos os fatos que comprovam as atividades clandestinas de tanques de pensamento (think tanks, na língua do opressor ianque) como o Instituto Milênio, e nisto a matéria foi muito bem sucedida.

Entretanto, logo após a leitura, me senti aturdido, como se uma luta de classes fosse travada dentro de minha mente!

A questão é: sendo a Caros Amigos nada mais do que um mero instrumento de manipulação da sociedade a mando do capital internacional, como podemos confiar em suas informações? Tomei muito cuidado em ler apenas as páginas indicadas pelo Partido, temendo ser alienado pela lavagem cerebral burguesa. Suspeito que essa matéria seja apenas um chamariz aos desavisados, um canto de sereia neoconservadora, pronto a atrair camaradas indignados com o paleogolpismo da elite branca apenas para contaminá-los com idéias contra-revolucionárias implantadas subliminarmente no restante da revista! A própria menção pela revista ao nome da seita pró-mercado e a outros famosos direitistas aumenta o nível de exposição dos leitores a conteúdos livre-mercadistas que deveriam ser totalmente censurados em favor do bem estar coletivo!

Poderiam os camaradas me esclarecer sobre este assunto?

Muito obrigado! Hasta la victoria, siempre!

Militante Engajado"
O arguto Militante, bem treinado na identificação das artimanhas da mídia anti-democrática, demonstrou compreender perfeitamente os riscos do acesso a informações comercializadas pelos oligopólios da indústria de entretenimento! Tudo o que gera lucro é maculado pela lógica do capital e os artigos da Caros Amigos não fogem à regra, conforme explicitado pelo camarada Operário no poste da semana passada! Nem ao menos é necessário folhear suas páginas para compreender o viés e objetivos da publicação, pois o próprio nome da revista joga por terra toda a farsa: "amigo" é uma invenção burguesa, um simples eufemismo para o fisiologismo e a troca de favores entre patrões. "Amigos" são aqueles que se concedem privilégios mútuos e agem conjuntamente para viabilizar uma agenda própria, segregando os demais setores da sociedade civil. "Caros" indica que "amigos" são produtos, itens de prateleira da sociedade consumista, porém inacessíveis ao trabalhador uma vez que o preço é alto. Mais elitista, impossível!

Mas o que há por trás da publicação de tais denúncias? Por que foram feitas, uma vez que são um tiro no pé dos generais de pijama ao tornarem públicos seus planos de subjugar novamente a coletividade?

A resposta está nas contradições do capitalismo, que nada produz a não ser discórdia! Tão afoita em seu individualismo desmedido e na busca pelo lucro fácil, que é o único objetivo do capitalista, a direita tacanha expõe sua própria estratégia rumo ao poder apenas para garantir uma maior vendagem de suas publicações. O burguês não é apenas o lobo do Povo ̶ o burguês é o lobo do próprio burguês!

Assim sendo, a resposta aos temores do camarada Militante Engajado é simples e direta: não deve de maneira alguma confiar nas informações disseminadas pelo sub-jornalismo ultraliberal tucano-petista, do qual o panfleto supracitado é opus magna! Mas deve, ao mesmo tempo, utilizar essas informações para escancarar a máquina contra-revolucionária e desferir golpes mortais na credibilidade do sistema.

Vale lembrar que o verdadeiro revolucionário não teme seguir qualquer determinação do Povo, do qual é parte indissociável! Como o Partido é o Povo, suas orientações estão perfeitamente alinhadas à causa operária e portanto nunca deve ser questionado. A apreensão dos camaradas em ler o material indicado pelo Partido demonstra uma clara inclinação individualista, cujo tratamento será ministrado em momento oportuno pela militância mais radical assim que os identificarmos.

VIVA ZAPATA! VIVA SANDINO! FORA FHC!
Contribuição para a causa às 23:42
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terça-feira, agosto 21, 2012
O odioso espectro político nacional está nu
Operário Sindicalizado

O Jornal Opinião Popular, em seu compromisso com a verdade, já assinalava DESDE 2006 o quão direitista o nosso espectro político de fato é. A evidência palpável mostrava que nossa política se divide entre direita moderada (PCO, PSTU, PSOL) e extrema-direita (PSDB, PT, PFL, PMDB).

É uma pena, portanto, que os veículos de comunicação alienantes só reconheçam tal fato tanto tempo depois, em 2012, e mesmo assim de forma imprecisa.

Em texto no diário virtual fascista Acerto de Contas, um suposto aliado da Revolução, Robson Fernando de Souza, defende o direitista Marcelo Freixo e acusa de neodireitistas os partidos PT, PCdoB e PSB. Em comentário a texto que ataca tal candidato, Robson observa:
Deve-se perguntar a quem a afirmação se refere quando fala da “esquerda”: à neodireita ex-esquerdista (PT/PSB/PCdoB) ou à esquerda remanescente representada pelo PSOL?
Uma pena que o texto tenha aberto exceção ao PSOL, como se representasse à verdadeira esquerda. De fato, não acredito que nosso solo, putrefeito pela influência burguesa, haja qualquer esquerda a não ser nominalmente.

Isso, porém, é indício de que até os veículos de mídia de massa como os blogues pessoais já admitem que a esquerda real não é o que passa por esquerda no imaginário burguês.

Não queremos falar que nós avisamos porque a única coisa que realmente queremos é a Revolução Comunista. Mas nós avisamos.

A mídia fascista pode encobrir o direitismo de todos os partidos brasileiros o quanto quiser, mas a verdade, mesmo dentro da mídia burgofascista, sempre vem à tona. Não há escolha dentro do sistema, a não ser de escolher mais do mesmo.

De qualquer forma, em outubro, apoiamos o voto em Marcelo Freixo e em demais direitistas, porque o voto é a arma do povo dentro deste sistema corrupto.

Dialeticamente, porém, o voto nada muda, porque não há opções de verdade.

A síntese entre a tese de que devemos votar e a antítese de que não devemos é que devemos desenvolver um voto de Schödinger, em que o Povo, em estado quântico, vota e não vota ao mesmo tempo.

Essa é a real posição radical-popular.
Contribuição para a causa às 00:54
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segunda-feira, agosto 20, 2012
Belíssimo trabalho investigativo de Caros Amigos revela a face que a Direita não quer que o Povo veja
Operário Sindicalizado

Rogo que todos os camaradas leitores (muito embora a dicotomia leitor/escritor se haja desfeito dentro das fileiras do proletariado) adquiram da forma que for mais conveniente, por compra, assalto ou sequestro das bancas de jornais, a revista popular democrática Caros Amigos que chega às bancas nesta semana, de número 185.

Caros Amigos revela em primeira mão tudo o que a extrema direita neoliberal vêm escondendo há anos do Povo Brasileiro, denunciando todos os esquemas e ardis perpetrados pelo imperialismo estadunidense em solo nacional, através do Instituto Milênio.


Pesemos, porém, o fato de que Caros Amigos não é inteiramente confiável, pois fora criada por "Serjão", outrora integrante das Organizações Globo, do Grupo Bandeirantes e até mesmo tendo feito parte da revista Quatro Rodas da Editora Abril, que produz a revista baluarte do reacionarismo Veja - sendo Serjão portanto não apenas parte de toda a engrenagem capitalista, mas também tendo contribuído para a disseminação do chamado "American Way of Life" na América Latina (Brasil), pela promoção dos veículos automóveis caros e excludentes, produtores de poluição e destruidores do espaço urbano nacional.

Porém, mesmo em seio direitista pode surgir a verdade, e Caros Amigos não se furta à verdade proletária, mesmo que coração burguês bata em seu âmago.

Afirma a companheira Débora Prado:

Disfarçado de inofensivo, em sua carta de princípios, o IMIL já adianta um pouco a que veio: defende a liberdade do mercado acima de todas as outras, faz apologia ao individualismo e considera que a existência de marginalizados é fruto de infortúnios da vida, peças pregadas pelo destino ou má sorte – omitindo relações com o processo histórico e contexto social.

[...]

O que as entrelinhas do conteúdo veiculado pelo Millenium guardam é seu papel protagonista na reorganização de um projeto de extrema direita, que busca reafirmar a agenda neoliberal em um momento no qual a crise econômica global poderia incentivar a busca por novos modelos.

Precisamente.

O Povo se regozija com o trabalho investigativo executado por Débora Prado, que desnuda as conexões da hegemonia neoliberalista em terra brasileira, dos barões que se opõem aos direitos sociais populares.

Débora, evidentemente, não poderia ter publicado tal ensaio se não por denúncia e informações sigilosas que a si foram passadas. Fontes sigilosas no jornalismo, pois nada do que se afirma na prévia da reportagem pode ser encontrado no sítio do dito Instituto Milênio.

De fato, se visitarmos o sítio virtual do Instituto Milênio, não podemos encontrar senão odes ao proletariado e à revolução anti-burguesa. Não fosse o trabalho deborapradiano e de Caros Amigos, temo que o Povo jamais soubesse que tal instituto não passa de um canto de Iara do neoliberalismo estadunidense-oeste-europeu.

Cremos, entretanto, que os esforços de Caros Amigos são insuficientes e não revelam as outras conexões do globalismo financista.

Há, ainda, outros veículos na rede mundial de computadores que não se sabe se são amigas ou inimigas do povo; seus textos e demais publicações são ambíguos. Não se sabe se são comunistas aliados do povo ou burgueses militaristas pró-capital especulativo.

Clicando em qualquer texto, não é possível saber se defendem as conquistas sociais ou se defendem o poder das elites do neoliberalismo - assim, faz-se necessário novo trabalho investigativo de Débora Prado nos seguintes sítios: Instituto Mises Brasil, Libertarianismo, Brasil Liberal, Instituto Bastiat, Ordem Livre, entre muitos outros.

Somente um trabalho de investigação jornalística pode descobrir se tais veículos se opõem às conquistas do Povo, como à licença paternidade, porque, à primeira vista, se mostram inofensivos, mas podem, em análise aprofundada, se revelar não mais que veículos da extrema-direita que ludibriavam a população e escondiam suas reais intenções de manutenção da organização oligárquica da sociedade.

Ao trabalho, Débora Prado e demais Caros Amigos.
Contribuição para a causa às 22:56
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segunda-feira, agosto 13, 2012
A indústria cultural e a devastação causada pelos apelidos na psique coletiva
Operário Sindicalizado

Também em O iluminismo como mistificação das massas, Adorno e Horkheimer apontam acertadamente para outro mal que aflige as sociedades ocidentais devastadas pelo capitalismo sem rédeas de livre mercado protegido pelos estados nacionais e corporações burguesas.

Trata-se do uso de apelidos. Percebam:
"O próprio nome que mais se liga à magia hoje sofre uma transformação química. Transforma-se em etiqueta arbitrária e manipulável cuja eficácia pode ser calculada, mas mesmo por isso dotado de uma força e de uma vontade própria como a dos nomes arcaicos. Os nomes de batismo, resíduos arcaicos, foram elevados à altura dos tempos, sendo estilizados como siglas publicitárias - nos astros mesmo os cognomes têm essa função - ou sendo estandardizados coletivamente. Soa como antiquado, ao invés, o nome burguês, o nome de família, que, em lugar de ser uma etiqueta, individualizava o seu portador em relação à sua própria origem. Isso suscita em muitos norte-americanos um estranho embaraço. Para mascarar a incômoda distância entre indivíduos particulares, chamam-se entre si Bob e Harry, como membros substituíveis de times. Esse hábito reduz as relações entre os homens à fraternidade do público desportivo, que protege da verdadeira fraternidade."
Outrora as pessoas se tratavam por seus nomes completos e arcaicos. Atualmente, o capitalismo reduziu suas relações à mera busca de produtos nas prateleiras. Fredericos se tornam Kikos, Josés Carlos se tornam Zecas, e aquela proximidade típica que se dá quando usamos nomes formais no meio das conversas se perde. Não nos tratamos como homens, mas como coisas a serem possuídas e consumidas.

Observemos a instituição esportiva em nosso país. Em outros tempos, pode-se observar que os ídolos da massa ignara eram chamados por cognomes, apelidos, siglas publicitárias - como "Pelé", "Kaká", "Ronaldinho".

Como demonstrado pela consciência do povo investida em Adorno e Horkheimer, contudo, ao chamá-los por tais alcunhas, não estavamos senão privando-os de sua identidade e nos privando de uma convivência mais social e fraterna com nossos correligionários!

Há motivos para esperança, porém! Embora ainda estejamos a uma certa distância, os nomes usados por "jogadores" no time nacional de futebol brasileiro, como Leandro Damião, Thiago Silva e Daniel Alves, já representam um despertar da consciência da fraternidade anti-desportiva dentro do próprio esporte.

O mal causado pelos apelidos não pode ser subestimado. O capitalismo, em sua forma dominadora via indústria cultural, vence toda vez que chamamos nossos camaradas por nomes fora de sua totalidade.

Com frequência, colegas de sindicato - tentando aparentar proximidade mas tão somente distanciando nossas relações fraternas - me chamam por apelidos e contrações de meu nome de batismo, como "Op", ou "Sindi". Ao que eu insisto ser chamado "Operário Sindicalizado", nome que me fora agraciado de nascimento e pelo qual desejo ser chamado para não ser reduzido a uma mera etiqueta manipulável.
Contribuição para a causa às 12:42
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Uma denúncia do aparato ideológico da indústria cultural e seu instrumento mais poderoso: o divertimento
Operário Sindicalizado

Em nosso clássico texto popular democrático O iluminismo como mistificação das massas, Theodor Adorno e Max Horkheimer denunciam veementemente esta malévola servidora das classes burguesas anti-revolucionárias - a diversão:
"Divertir-se significa estar de acordo. A diversão é possível apenas enquanto se isola e se afasta a totalidade do processo social, enquanto se renuncia absurdamente desde o início à pretensão inelutável de toda obra, mesmo da mais insignificante: a de, em sua limitação, refletir o todo. Divertir-se significa que não devemos pensar, que devemos esquecer a dor, mesmo onde ela se mostra. Na base do divertimento planta-se a impotência. É, de fato, fuga, mas não, como pretende, fuga da realidade perversa, mas sim do último grão de resistência que a realidade ainda pode haver deixado."
A indústria cultural, à qual estamos indelevelmente submetidos, portanto, nos provê com diversão desenfreada, com diversas formas de distração, entretenimento e, portanto, mistificação.

Coerentes com sua oposição ao divertimento, Adorno e Horkheimer, como se espera de fiéis representantes populares, fizeram seu artigo ser chatíssimo e praticamente ilegível, para impedir que pessoas pudessem ter qualquer prazer na leitura.

De fato, os autores se apresentam radicalmente opostos à mensagem passada pelos desenhos animados, que não passam de propaganda capitalista destinada a fazer com que o povo se acostume às suas vidas miseráveis sob o sistema. Pato Donald, por exemplo, não passa de mais um vil panfleto das classes dominantes:
"Se os desenhos animados têm outro efeito além de habituar os sentidos a um novo ritmo, é o de martelar em todos os cérebros a antiga verdade de que o mau trato contínuo, o esfacelamento de toda resistência individual, é a condição da vida nesta sociedade. Pato Donald mostra nos desenhos animados como os infelizes são espancados na realidade, para que os espectadores se habituem com o procedimento."
As animações do Pato Donald, como provado por esses bastiões do comunismo, não passam de panfletos que pretendem normalizar nas mentes do proletariado o poder da elite e uma vida de sofrimento e privação.

Para corroborar a tese de Adorno e Horkheimer, assim, nós, do jornal Opinião Popular, pretendemos por meio desta missiva dar outros exemplos de cartuns que se especializaram na reprodução do divertimento e da ideologia capitalista de massificação da dor. Adiante.


Hora da Aventura: Em um de seus episódios, chove facas no meio da rua, o que faz com que os personagens Finn, o humano, e Jake, o cão, legítimos representantes do Povo com quem devemos nos identificar, que pretendem sair para "brincar" (embora não com o objetivo de divertir-se, porque isso seria reacionarismo que destrói o último resquicio de resistência à realidade), desistam da empreitada. Desistem porque, casualmente, se resignam com o fato de chuvas de facas serem parte da realidade social. Tal atitude internaliza o império da indústria cultural, que faz com que aceitemos que a realidade nos ferirá e não ajamos para mudá-la, como manda a práxis revolucionária.


Dragon Ball Z: Os alienígenas louros são os seres mais poderosos do planeta, o que encontra paralelo na realidade na nossa elite ariana racista. O desenho animado foi claramente produzido para inculcar os valores da elite, que, além de poderosa, é capaz de exterminar até mesmo planetas que contrariem seus desígnios.


Bob Esponja Calça Quadrada: Dissemina institutos tipicamente burgueses da sociedade, como o "hambúrguer de siri", a saber, o fast food, que é normalizado enquanto comida aceitável para as massas. Em um capítulo, a trama gira em torno do roubo da fórmula de preparo do sanduíche - a qual criminosamente é mantida em sigilo do grande público. Tal fato claramente demonstra ao Povo que aquilo que é feito pela burguesia não pode nem ao menos ser questionado, nem mesmo o tipo de comida que é ingerido pela classe operária.


Coiote e Papa-Léguas: Talvez o desenho animado campeão em descaramento, em desrespeito aos oprimidos da sociedade. Não é necessário nem ao menos o mínimo estudo semiótico para se perceber que o Coiote, além de ser fisicamente abusado com frequência alarmante, jamais será capaz de alcançar seu objetivo - a saber, a captura da ave que almeja. Repetidamente o personagem Papa-Léguas estará a centímetros de seus dedos, porém fugirá, com velocidade estonteante, no último momento. Como a cenoura pendurada eternamente à frente do cavalo, que crê piamente poder alcançá-la, o público se vê no Coiote, eternamente incapaz, porém sempre tentando, sempre trabalhando, com a ilusão tênue de que algum dia será capaz de vencer - sem ao menos saber que o sistema se prostra em sua totalidade contra si.


Caverna do Dragão: Presos numa realidade que mal compreendem, os garotos são levados a lutar em benefício de algo que desconhecem, enquanto seu prêmio final jamais é alcançado, tal como no caso do pobre Coiote. Mestre dos Magos, aqui, desempenha o papel do capitalista, que, tido como sapiência final, à qual os jovens proletários devem recorrer em última instância, não contribui em nada ao Trabalho, apenas passa ordens e tunga a produção operária, ao mesmo tempo em que promete a volta deles para casa - uma clara alusão às jornadas de trabalho desumanas proporcionadas pelo sistema que hodiernamente governa o planeta.
Contribuição para a causa às 00:59
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sábado, julho 28, 2012
Análise popular democrática das ações do atirador estadunidense que adentrou a sala de cinema burguês durante o filme do Morcego-Homem, levando em conta a superestrutura social
Camarada Manifestante Anti-EEUU nos brinda com mais uma análise perfeita da doentia sociedade de consumo ianque que, por suas contradições inerentes, começa a matar seus próprios integrantes. Segue o brilhante análise Popular:

Aturdido pela doutrinação estadunidense em favor do consumismo desenfreado, mais um neocon oriundo das festas de chá (aclamadas pela mídia golpista brasileira através de seu nome anglo-saxão: "tea party") extravasou seu ódio ao Povo atirando desenfreadamente contra uma multidão indefesa e anômica, zumbis degenerados pela droga mais letal dos últimos tempos: a indústria cultural hollywoodiana.

Não que as criaturas recorrentemente atingidas neste tipo de ataque em solo ianque sejam inocentes vítimas da burguesia globalizante (pois todos os súditos do império são partícipes da pilhagem ao planeta conduzida por Washington e Wall St.), ou que a dor de tais servos do Big Business mereça algum compadecimento. O que realmente interessa, e é abafado pelos barões da indústria do entretenimento, é que o direcionamento de tais atos de violência cega a agrupamentos de pessoas denuncia o pavor elitista a qualquer forma de coletividade, consequencia direta da negação quixotesca dos opressores à realidade que indivíduos não existem, são apenas manifestações da sociedade.

Ao olhar atento de quem atingiu a consciência de classe, tais eventos não são surpreendentes e demonstram que as contradições do capitalismo são cada vez mais gritantes: os predadores ianques, possuídos por espírito individualista destruidor (espírito usurpador por natureza, já que apenas o povo tem o legítimo direito coletivo de possuir), massacram-se uns aos outros em uma demonstração clara de competição exacerbada ultraliberal.

Através de Veja e de outros veículos de alienação, as elites brancas do Sudeste brasileiro argumentam: "mas no Brasil o número de assassinatos dolosos não é bem maior do que nos EEUU"? Sim, caros entreguistas. Mas por um motivo óbvio que suas perfídias oligárquicas insistem em ocultar: a privataria tucano-libertária, que assola as terras tupiniquins há 500 anos e difundiu a religião do capitalismo selvagem no país, abriu a Caixa de Pandora da exploração do homem pelo homem, do comportamento excludente e da agressão contra a diversidade e os movimentos sociais. A cultura da violência é imposta pelo invasor imperialista e fruto da opressão, do coronelato, do racismo, da busca incessante pelo lucro, das aspirações monárquicas de FHC e da família Orleans e Bragança e da campanha aberta da bancada ruralista contra o povo e o meio-ambiente!

O capitalismo vai a pique, afundado pelo peso de seus crimes contra a humanidade. Seus dias estão contados, mas enquanto persistir a crença na propriedade privada em detrimento da justiça social, no ter em lugar do ser, no Eu em lugar do Povo, a barbárie prevalecerá.
Contribuição para a causa às 19:41
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terça-feira, agosto 23, 2011
Moral? Que moral?, por Marcelo Coelho
Operário Sindicalizado

A respeito das séries de saques e violência em Londres, Marcelo Coelho, da Folha de São Paulo, escreveu artigo de começo morno, não proletário o suficiente, mas cuja conclusão foi a mais bela prova de amor à massa trabalhadora que já vi. Reproduzo abaixo.
Numa sociedade desenvolvida, os saques foram chocantes. Não se tratava de pegar leite ou batatas num supermercado. Os desordeiros queriam DVDs, iPads, Blackberrys ou não sei mais o quê.

Teoricamente, isso seria um sinal de "imoralidade". Saques motivados pela fome? Podemos entender. Saques motivados pelo luxo, eis algo inadmissível. Será? Toda a estrutura de nossa sociedade afirma que sem um tênis Nike, um iPad ou uma camiseta de grife você não é nada.

Esses badulaques se tornaram, assim, artigos de primeira necessidade. O saqueador alcança, rapidamente e sem punição à vista, o passaporte que o levará a conquistar as mulheres mais bonitas e o respeito dos seus pares. É mais do que simplesmente alimentar-se e sobreviver. Trata-se de existir.

Ao mesmo tempo, o saque é ambíguo. Representa, em doses iguais, revolta e adesão. Destruo aquilo que eu desejo. Arrebento a vitrine que me separa do paraíso, mas também escolho, definitivamente, o caminho da danação. Na violência dessas desordens, vejo ao mesmo tempo denúncia e cumplicidade. Sabemos perfeitamente que uma grife não significa coisa nenhuma. Sabemos que todo o consumo contemporâneo está montado numa mentira.

A mentira da propaganda se duplica em outras mentiras, em incontáveis mentiras. Uma agência de risco mente quando eleva ou rebaixa o risco de um país. Um país mente quando imprime moedas ou títulos da dívida que, promete, vai pagar. O consumidor mente quando usa um cartão de crédito cujas mensalidades não sabe bem como ficarão. Na própria palavra (cartão de crédito), pode-se ler "acreditar".

O consumidor acredita, por sua vez, que é escolha sua um produto cientificamente elaborado para suscitar os seus desejos. Você sabia que até o cheiro de carro novo é produzido por um "spray"? É o que leio num livro recente de Martin Lindstrom, guru dinamarquês do marketing e do "branding". Chama-se "A Lógica do Consumo" (editora Nova Fronteira).

Eles estão usando técnicas da neurociência para chegar mais perto da mentalidade dos consumidores. Adeus, pesquisas de opinião. Os técnicos da propaganda e do marketing medem diretamente a sua atividade cerebral. E, mesmo que aparentemente você não goste de um produto ou de um programa de TV, eles identificam o prazer que produziram no seu cerebelo.

Cheiros, sons e cores ajudam a atrair você a entrar numa butique. Mesmo proibindo propaganda de cigarro, os consumidores de Marlboro aumentam quando se usa cientificamente a cor vermelha. Vá falar em moral e disciplina numa sociedade dessas.
Contribuição para a causa às 00:15
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